Levantamento da Famasul aponta que 71% das lavouras estão em boas condições; produção estimada segue em 11,1 milhões de toneladas, apesar de atrasos provocados pelas chuvas

(Foto: Aprosoja-MS)
A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul atingiu 37,3% da área cultivada até o dia 31 de julho, o equivalente a aproximadamente 823 mil hectares. O avanço dos trabalhos ocorre em meio a um cenário de boas perspectivas para a safra, embora as chuvas irregulares registradas nas últimas semanas tenham provocado atrasos nas operações em diversas regiões do Estado.
Segundo o boletim semanal do Projeto Siga-MS, da Aprosoja/MS e do Sistema Famasul, a região sul lidera o ritmo da colheita, com 38,6% da área já colhida. Na sequência, aparecem a região norte, com 37,5%, e a região centro, com 33,1%. Mesmo com o avanço, o percentual estadual está 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.
As estimativas para a safra permanecem positivas. A área cultivada deve alcançar 2,206 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. Atualmente, a segunda safra de milho ocupa cerca de 46% da área destinada à soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos cerca de 75% registrados em anos anteriores, reflexo da adoção de culturas alternativas em áreas consideradas de maior risco climático.
O levantamento mostra ainda que a qualidade das lavouras segue elevada. Em todo o Estado, 71% das áreas são classificadas como boas, 17,9% como regulares e apenas 11,1% apresentam condições ruins. As melhores condições estão concentradas na região nordeste, onde 96,7% das lavouras receberam avaliação positiva, seguida pela região norte, com 89,3%. Já a região centro apresenta o quadro mais desafiador, com apenas 57,9% das áreas em boas condições e 23,8% classificadas como ruins.
Apesar do bom potencial produtivo, os técnicos alertam para a necessidade de acelerar a retirada do milho do campo. As precipitações registradas na última semana variaram entre 5 e 100 milímetros, atrasando a colheita, e houve episódios localizados de granizo em municípios do sul do Estado, embora sem danos significativos às lavouras. A recomendação é colher assim que as áreas atingirem o ponto ideal de maturação, reduzindo os riscos de perdas provocadas pelo clima.
O boletim também destaca que os resultados de produtividade continuam elevados. As áreas colhidas apresentam rendimento entre 65,1 e 192,2 sacas por hectare, reforçando a expectativa de uma safra acima da média histórica. Segundo a Famasul, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram, de maneira geral, o desenvolvimento das lavouras.
Na comercialização, 40,5% da produção de milho da segunda safra já havia sido negociada até 3 de agosto, índice dois pontos percentuais inferior ao observado no mesmo período de 2025. No mercado interno, a saca foi cotada, em média, a R$ 49,00, com pequena variação negativa de 0,29% na semana.
FONTE: MIDIAMAX.COM.BR




