
Zé Teixeira cobra reforço no policiamento ostensivo no Centro de Campo Grande

Com mais de 20 matérias impressas publicadas pela imprensa sobre roubos e furtos na capital, além de vídeos enviados pelas vítimas, o deputado Zé Teixeira (PL) usou a tribuna durante a sessão desta quarta-feira (10) para fazer um apelo ao Governo do Estado por mais Segurança Pública.
“Campo Grande era uma cidade maravilhosa, que tínhamos orgulho de dizer. Hoje o Centro da cidade está tomado pela droga e viciados. Coisas absurdas que estão acontecendo. Estamos vendo uma cidade estagnada, tomada por ladrões. O custo para uma pessoa ter o comércio central, o valor do aluguel, do IPTU, ninguém mais suporta viver num país com tanta desordem”, lamentou o deputado.
O parlamentar classificou a situação como “assustadora”. “Campo Grande é uma cidade que faz muito tempo que você não vê o nível que chegou agora, assustador. Sei da capacidade do secretário de Segurança Pública, quero fazer esse apelo ao Governo, trouxe essas matérias e vídeos para mostrar a preocupação dos empresários, mostrando que o Centro está com falta de efetivo para trazer sossego. Estão roubando os fios, tem que pegar os interceptadores dos fios, isso não é tão difícil”, criticou Zé Teixeira.
Junior Mochi (MDB) concordou e disse que empresários do ramo da construção já relataram que a demora em emitir o habite-se, documento da prefeitura que atesta que imóvel está em condições de ser habitado, está causando transtornos pela quantidade de roubos de fios elétricos. “Sua fala é oportuna e isso afeta demais, principalmente aos que estão investindo, gerando empregos. É preciso tomar providência quanto ao que está acontecendo em Campo Grande”, ressaltou.
Delegado de carreira, o deputado Caravina (PSDB) explicou que quanto ao crime de receptação de fios a pena é branda. “Infelizmente receptação é um crime muito brando, com pena ínfima e isso não depende de nós, deputados estaduais, porque é alteração federal do Código Penal, tema federal. Então precisamos trabalhar para pedir mais a polícia nas ruas. Sou da Segurança Pública desde 1990 e melhoramos muito de lá para cá, tivemos muitos avanços, mas sabemos que não tem segredo. Para ter resultado só tem duas formas: infraestrutura e efetivo. Estamos concluindo formatura de 400 policiais civis e esse número ainda não vai ser suficiente”, explicou.
Para Pedro Kemp (PT) a Segurança Pública deveria ter sido unificada. “A cidade está abandonada, isso é fato. Segurança Pública é de responsabilidade do Governo do Estado e eu lamento que Eduardo Riedel [PL] se uniu a outros governadores em oposição à PEC da Segurança Pública do presidente Lula [PT], que visava a integração das polícias civil e militar, de comando dos estados, junto à União com a Polícia Federal. Temos que resgatar isso, ia melhorar muito. Lamento nosso estado não ter apoiado esse somatório de esforços”, relembrou.
FONTE: ALEMS
