Passa por MS? Ciclone-bomba causa perigo de tempestades com granizo em 19 cidades

Pode chover até 100 milímetros em um único dia, com rajadas de vento de até 100 km/h

Nebulosidade. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Ciclone-bomba em formação no Oceano Atlântico, próximo à costa da região Sul, lançará uma intensa frente fria para Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (6). Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), 19 cidades no sul do Estado estão em alerta laranja, que indica perigo de tempestades com acumulado de até 100 milímetros, granizo e ventos fortes de até 100 km/h.

Uma região de baixa pressão atmosférica ganhou força entre o Uruguai e a Argentina, transformando-se em um ciclone extratropical. Nesta quinta-feira (6), a previsão indica que o fenômeno deve se aprofundar e a pressão central cair a ponto do sistema ser classificado como ciclone-bomba.

Nesse caso, o ciclone não deve passar por Mato Grosso do Sul, mas a frente fria associada a ele impactará o tempo do Estado.

Tempestades

O Estado deve ser atingido por tempestades entre a tarde de quinta (6) e a sexta-feira (7), principalmente na porção sul. Dessa forma, o Inmet considera que há risco de rajadas de vento, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

Confira a lista de 19 cidades sob maior risco nesta quinta-feira (6): AmambaiAral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.

No restante do Estado, também há chance de chuva, mas em menor volume. Conforme o Inmet, o alerta amarelo indica “perigo potencial” de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros no dia. Os ventos intensos podem chegar a 60 km/h, também com queda de granizo.

O que é um ciclone?

Segundo o Inmet, ciclone é uma área de baixa pressão atmosférica, onde os ventos giram no sentido horário. Esse movimento concentra a umidade no centro do ciclone, e o deslocamento de ar quente e úmido provoca a formação de nuvens carregadas.

A presença de um ciclone nos oceanos é bastante comum, mas a formação no continente é mais rara. Eles podem ter três tipos, e os extratropicais são os mais frequentes no Brasil. O núcleo, ou centro de baixa pressão, é frio. Eles ocorrem durante todo o ano, com maior frequência no inverno.

Ciclones são sempre associados a uma frente fria. Nesse caso, o fenômeno não deve passar por Mato Grosso do Sul, mas a frente fria associada a ele impactará o tempo do Estado.

Ciclone-bomba?

O nome técnico de um ciclone-bomba é ciclogênese explosiva. Esse tipo de ciclone extratropical ocorre quando há forte contraste entre massas de ar quente e frio, fazendo com que o sistema de baixa pressão se aprofunde e ganhe força rapidamente, segundo a PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

O fenômeno pode gerar ventos muito fortes, chuvas intensas e ressacas. O termo “bomba” surgiu para descrever essa rápida intensificação e o aumento repentino da força do ciclone, conforme a PUCRS.

FONTE: MIDIAMAX.COM.BR

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