
Maior espécie do mundo, tatu-canastra pode ter um data especial em MS

Classificado como espécie vulnerável, tatu-canastra é considerado um “engenheiro do ecossistema”
Como forma de fortalecer as ações de conservação da fauna local, Mato Grosso do Sul poderá ter o Dia Estadual do Tatu-Canastra, conforme prevê o Projeto de Lei 76/2026. Considerado o maior tatu do mundo, o animal é classificado como vulnerável devido à perda de habitat, aos incêndios e à degradação ambiental. A proposta, de autoria do deputado Rinaldo Modesto (União), foi protocolada nesta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa (ALEMS).
A data, 13 de agosto, foi escolhida por ser o Dia Internacional do Tatu, segundo informa o deputado na justificativa do projeto. A proposição, ainda de acordo com o parlamentar, fundamenta-se em justificativa técnica apresentada pelo Instituto de Conservação do Animal Silvestre (ICAS). De acordo com o documento, anexo à proposição, o tatu-canastra, que tem grande importância ao meio ambiente, está classificado como vulnerável na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

Deputado Professor Rinaldo Modesto é o autor da proposta
(Foto: Wagner Guimarães)
“As pesquisas conduzidas pelo Programa de Conservação do Tatu-Canastra permitiram demonstrar que a espécie exerce papel ecológico fundamental, sendo reconhecida internacionalmente como um engenheiro do ecossistema”, afirma o o texto do ICAS. “Suas tocas abandonadas funcionam como importantes refúgios naturais utilizados por dezenas de outras espécies da fauna, oferecendo abrigo, proteção térmica, locais de alimentação e ambientes de reprodução”, acrescenta.
De acordo com o ICAS, o tatu-canastra, maior espécie de tatu do mundo, pode chegar a 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos. “Ocorre apenas na América do Sul, incluindo os biomas: Pantanal, Cerrado, Amazônia e fragmentos de Mata Atlântica no Brasil. A espécie apresenta comportamento predominantemente noturno, baixa densidade populacional e reprodução lenta – as fêmeas têm uma gestação de 5 meses, com um único filhote a cada 3-4 anos – o que torna a espécie particularmente vulnerável às alterações ambientais”, informa.
“A criação do dia do Tatu-Canastra tem como objetivo o fortalecimento da educação ambiental, a conscientização pública e a conservação da biodiversidade, a ampliação das ações educativas, científicas e culturais”, justifica o deputado. De acordo com ele, a instituição da data também pode fomentar a participação social, o fortalecimento das políticas públicas, o apoio às iniciativas produtivas sustentáveis e a valorização do turismo de natureza.
Passado o período de pauta, momento em que os projetos podem receber emendas, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Se for considerado constitucional, será analisado pelas comissões temáticas e votado em duas discussões em sessões plenárias.
FONTE: ALEMS
