Campo-grandense Ederson pisa no gramado em despedida amarga da Seleção

O sonho do Hexa foi adiado de forma brutal, mas ainda há orgulho para MS em meio à dor

Rafael Ribeiro/CBF

Domingo de sentimentos indigestos em Mato Grosso do Sul. A eliminação precoce da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa, deixou uma ferida aberta no coração dos torcedores que lotaram as ruas da Capital. Mas, no meio do roteiro doloroso escrito pelos gols de Erling Haaland, um momento específico é muito importante para Campo Grande: a entrada de Ederson.

O relógio marcava um segundo tempo de puro sufoco. Quando a placa subiu anunciando a saída de Bruno Guimarães, Carlo Ancelotti chamou o volante nascido e criado na Cidade Morena para tentar colocar ordem na casa e injetar sangue novo no meio-campo. Naquele exato instante, o grito nas rodas de amigos, nas praças e nas salas de estar não foi apenas por um jogador da Seleção, mas por um “filho da terra”.

A entrada de Ederson funcionou como uma faísca momentânea. Era a raça sul-mato-grossense calçando chuteiras no palco mais importante do futebol mundial, no momento de maior tensão da partida. A torcida local, que já estava com os nervos à flor da pele após os milagres de Alisson, vibrou com a substituição, projetando na estrela do campo-grandense a força que a equipe precisava para furar o bloqueio europeu.

Infelizmente, o esforço do nosso conterrâneo não foi suficiente para frear o desastre coletivo. O rolo compressor norueguês não perdoou os vacilos defensivos, e a letalidade de Haaland sacramentou a tragédia. O gol de pênalti de Neymar, já nos acréscimos, serviu apenas para diminuir o tamanho do revés no placar, tarde demais para reverter o êxodo silencioso de torcedores frustrados que, de cabeça baixa, já abandonavam as concentrações antes mesmo do apito final.

O sonho do Hexa foi adiado de forma brutal, e a segunda-feira certamente amanhecerá mais cinzenta para os apaixonados por futebol no estado. No entanto, no balanço de uma Copa que termina cedo demais, fica o registro histórico e afetivo. O Brasil caiu, é verdade. Mas o esporte de Mato Grosso do Sul se viu representado lutando no gramado até o último segundo.

FONTE:TOPMIDIANEWS.COM.BR

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