Aulas retornam nas escolas municipais com mais de 100 mil matriculados em Campo Grande

Pais, mães e responsáveis tentam voltar à rotina e à ‘correria’

Início do segundo semestre da Reme. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

As aulas da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande retornaram nesta terça-feira (4) após 20 dias de férias. Segundo a Prefeitura, estão matriculados 109.606 alunos nas 207 unidades municipais de ensino para o segundo semestre de 2026. As aulas da REE (Rede Estadual de Ensino) recomeçam apenas na próxima segunda-feira (10).

Os professores da rede municipal retornaram ao trabalho nesta segunda-feira (3), com formação pedagógica, que também se estenderá durante agosto e setembro. Os alunos terão um momento de acolhimento no início deste terceiro bimestre.

Conforme detalhado pela Prefeitura, todas as 207 unidades municipais de ensino — 99 de ensino fundamental e 108 de educação infantil (Emei) — cumprirão 200 dias letivos previstos no Calendário Escolar, que tem encerramento previsto para o dia 16 de dezembro. Segundo o calendário, o período de exames finais da Reme está programado para 10 e 11 de dezembro. O 3º bimestre deve terminar em 1º de outubro e o 4º bimestre terá início em seguida, no dia 2.

Na Escola Municipal Professor Arlindo Lima, que compreende alunos do pré-escolar até o 9º ano, a entrada no primeiro dia de aula do 2º semestre foi tranquila, com abertura dos portões por volta das 6h50 e pouco trânsito. No entanto, alguns pais afirmaram ao Jornal Midiamax que o trânsito fica lento na saída do período da manhã, com formação de fila dupla de carros.

Pais e filhos voltam à rotina

Com a volta às aulas, pais, mães e responsáveis precisam voltar à rotina de preparar e levar seus filhos à escola. Um dos maiores desafios para o encarregado de departamento pessoal, Sidney Oliveira, de 46 anos, e sua filha, de oito anos, é acordar cedo.

“Nas férias, ela dormia até um pouco mais tarde e agora não gosta de acordar cedo. Acorda emburrada”, afirma o pai. “Mas rápido já volta pra rotina da escola, porque ela gosta muito de rever os amigos e os professores também”, explica Sidney.

Ele também enfrenta problemas no trânsito, já que, apesar de trabalhar em casa, precisa se deslocar para dois lugares antes de voltar para sua moradia e começar o trabalho. “Eu trabalho em casa, então de manhã preciso sair de casa para levá-la à escola, levar minha esposa ao trabalho e só depois volto. É uma correria. O trânsito também fica diferente no horário de pico. Quando vou levá-la à escola, é aquele trânsito total”, diz.

Sidney Oliveira, encarregado de departamento pessoal. (Foto: Léo de França/Jornal Midiamax)

Trânsito atrapalha

Quem também fica atento ao horário antes de sair de casa é Ian Henrique, gerente comercial, de 31 anos. Com sua filha no 1º ano do ensino fundamental, a adaptação de volta à rotina acontece rápido, mas a família não pode perder tempo para não se atrasar.

“O mais diferente é acordar cedo de novo, até preparar tudo, demora uns ‘diazinhos’ para normalizar, mas a criança se adapta rápido, principalmente na idade dela […] O trânsito fica mais volumoso, às vezes um ‘minutinho’ é fundamental pra chegar no horário. Se atrasa um pouco, você já sente a diferença”, explica.

A expectativa do pai é que sua filha esteja focada nos estudos, faça um bom segundo semestre e chegue preparada para os novos desafios do próximo ano. “Para esse semestre, espero que ela alcance todos os objetivos pra começar um novo ano já pensando lá na frente.”

Ian Henrique, gerente comercial. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

Uso do celular

Já a cabeleireira Laura Melo, de 50 anos, diz que os pais sentem a falta dos filhos depois do fim das férias. “Nas férias é bom, porque a gente tem filho o dia inteiro em casa. Nós curtimos, passeamos, trabalhamos juntas. Agora precisa voltar a acordar às 5h da manhã, se organizar pra vir, muda totalmente.”

Sua filha Maria Eduarda já está na 8ª série e, por isso, a mãe se atenta ao uso do celular durante os estudos. Por lei, os aparelhos foram proibidos dentro da sala de aula no início de 2025 em todo o Brasil.

“Eu acho muito importante que ela venha para a escola e deixe o celular em casa, porque esse negócio de ficar só na internet muda a cabeça. Hoje, precisamos tirar o celular dos filhos pra que foquem nos estudos”, afirma Laura.

Laura Melo, cabeleireira. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

FONTE: MIDIAMAX.COM.BR

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