Deputados pedem ação conjunta para enfrentar epidemia de Chikungunya em Dourados

Zé Teixeira iniciou o assunto na tribuna da ALEMS

O Município de Dourados está em alerta diante da epidemia de Chikungunya, que levou ao pedido de declaração de calamidade pública e de apelo na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) para a união de esforços no enfrentamento da doença.

Segundo o deputado Zé Teixeira (PL), o foco iniciou em aldeia indígena que comporta população de aproximadamente 14 mil pessoas e que não conta com coleta de lixo. “Como que esse tanto de gente mora em uma pequena área e, claro, produz lixo e não tem coleta? Conversei com o prefeito Marçal Filho na semana passada e realmente está difícil. Estão adiando consulta de câncer para atender a Chikungunya. Conversei com o senador Nelsinho Trad, que reforçou o pedido da atuação da Força Nacional diante do avanço da doença, porque já saiu da reserva e atinge toda a cidade de Dourados. São R$ 7 milhões empenhados para a cidade que estão aguardando liberação”, ressaltou.

Fonte: Secretaria de Saúde de Dourados/ Arte: ALEMS com IA

Além de tecnologia em Saúde, a solicitação à bancada federal também viabilizou 45 mil doses de vacina contra a Chikungunya, que está em fase de testes. “Nós deputados de Dourados estamos preocupados, porque já passou de 100% da utilização dos leitos. Precisamos de uma forma de atender antes da internação ou vamos perder vidas. Se já precisava R$ 1,5 milhão antes desse caos, essa Chikungunya vai por Dourados na falência da Saúde. Precisamos de uma ação conjunta para dar conta”, sugeriu.

A deputada Gelice Jane (PT) concordou. “Estamos sentindo na pele e vendo que as pessoas demoram semanas e até anos para se recuperar. Elas terão dificuldades para trabalhar. Se não tivesse uma ação rápida poderemos ter uma população adoecia, sem condição de trabalho, que dá demanda para indústria, para o comércio, para o INSS, enfim, que desorganiza tudo. Já falamos com o Governo Federal, temos uma preocupação muito grande, porque há previsão de ao menos dois meses ainda de contaminação alta. Passamos caixa de som pedindo para cuidar da limpeza das casas, porque o mosquito transmite dengue e a Chikungunya, pedimos aos professores para reforçar essa conscientização”, disse.

O presidente da ALEMS, Gerson Claro (PP) disse que Mato Grosso do Sul é o primeiro colocado em cobertura vacinal no ranking nacional do Ministério da Saúde de vacinação. “É importante registrar isso”, afirmou. Gleice Jane complementou que via Governo Federal estão sendo liberados R$ 2,3 milhões pela Defesa Civil, outros R$ 1,3 milhão do Ministério do Desenvolvimento Social para atender com cesta básica quem não consegue trabalhar e frascos de repelente. 

Também parlamentar com base em Dourados, a deputada Lia Nogueira (PSDB) reforçou que é preciso união de esforços. “É uma responsabilidade que nós da classe política também precisamos abraçar. A epidemia está centralizada em Dourados, aldeias com problemas de falta de água há 20 anos, o repasse per capta que precisa ser repensado, hospital colapsado, enfim, quero registrar que o Hospital Regional, que não é de ‘portas abertas’, agora está atendendo emergências por solicitação do Governo do Estado que se antecipou à crise. Estamos vivendo situação muito grave, de indígenas que estão passando fome devido à doença. E com esse decreto de hoje poderemos dar um suporte”, finalizou.

A votação da declaração de calamidade pública pode ser acompanhada pela sessão ao vivo aqui.

FONTE: ALEMS

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