
De 2010 a 2022: como oscila a renovação da Assembleia Legislativa e da bancada federal de MS
Renovação política em MS alterna ciclos de ruptura e acomodação desde 2010, aponta análise eleitoral
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o índice de renovação chegou a 40%; na Câmara dos Deputados, 75%. E o que esperar das eleições deste ano? A renovação nas bancadas estadual e federal oscila a cada eleição, mas segue dois padrões.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Foto: Fernando da Mata)
Na análise dos resultados das últimas quatro eleições (2010, 2014, 2018 e 2022), dois padrões ficam claros: nos pleitos de 2010 e 2018 foram ciclos de ruptura, com entrada expressiva de novos nomes; já nas eleições de 2014 e 2022, foram ciclos de acomodação, com maior peso da reeleição.
Se na Assembleia, a renovação é mais controlada e gradual, na Câmara Federal, o comportamento é mais volátil — refletindo diretamente o humor do eleitor com a política nacional.
Na Câmara, a eleição mais disruptiva foi de 2018. Cerca de 75% da bancada foi renovada na onda bolsonarista. Entraram nomes como Loester Trutis, Rose Modesto, Beto Pereira e Dr. Luiz Ovando. A eleição com menor índice de renovação para deputado federal foi a de 2014.
Na Assembleia Legislativa, a eleição de 2010 foi a que teve maior renovação, com cerca de 10 novos deputados entre 24 cadeiras (aproximadamente 40% de renovação). Já o pleito com menor índice de renovação (cerca de 30%) foi a de 2022, o ciclo mais conservador do período. A maioria dos deputados manteve seus mandatos, e os novos nomes — como Pedro Caravina e Lia Nogueira — entraram de forma pontual.
E para as eleições deste ano? Será um ciclo de ruptura, com um índice de renovação maior ou de acomodação, com um índice maior de parlamentares reeleitos?
FONTE: PRIMEIRAPAGINA.COM.BR
