Com o trabalho, os presidiários recebem salário e têm a pena reduzida. Projeto é realizado em uma penitenciária de Três Lagoas (MS).
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Mantas foram feitas por detentos. — Foto: Agepen-MS/Reprodução
Detentos de uma penitenciária de Três Lagoas (MS), a 326 km de Campo Grande, confeccionaram mantas e enviaram para os desabrigados e afetados pela enchente no Rio Grande de Sul. Unindo esforços, solidariedade e ressocialização, os presos costuraram os cobertores dentro da cadeia.
O trabalho é realizado entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Associação do Aprendizado Ressocialização e Trabalho do Apenado. Mais de 1000 mantas foram confeccionadas e destinadas às vítimas da catástrofe climática no sul do país.
Antes das enchentes, os presos já faziam parte da oficina de costura na penitenciária. Após verem a situação no sul, os detentos decidiram aplicar os ensinamentos e inclinar os esforços na produção das mantas aos desabrigados.
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Detentos confeccionaram mantas em presídio. — Foto: Agepen-MS/Reprodução
Ao todo, 25 presidiários estiveram envolvidos na confecção. O trabalho não apenas oferece uma ocupação produtiva aos internos, mas também proporciona benefícios concretos: os presos recebem 3/4 do salário mínimo e têm um dia de pena reduzido a cada três dias de trabalho.
“É um orgulho ver nossos reeducandos se dedicando a uma causa tão nobre. Este projeto mostra que, mesmo em um ambiente de privação de liberdade, é possível contribuir de maneira significativa para a sociedade”, comentou o diretor da penitenciária, Walter Medeiros.
Para a presidente da Artaban, Eronita Boeira, o “pequeno gesto” foi uma forma encontrada para levar alívio e aquecer os desabrigados. As mantas foram enviadas ao Rio Grande do Sul e são distribuídas às famílias afetadas pelas enchentes.
FONTE: ALEMS